A moda de todas as ruas

potencia popular carioca livro

A moda de todas as ruas

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Gabi Monteiro - Livro Potência Popular Carioca
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“Potência Popular Carioca”, da jornalista de moda Marcia Disitzer, reúne diferentes perfis de moradores do Rio que, por meio da moda, foram à luta para criar sua própria história. 

O que antes ficava relegado à estética da periferia do Rio de Janeiro, hoje dita tendência do Leblon a Vigário Geral.  A partir do universo da moda e da cultura, “Potência Popular Carioca”, da jornalista Marcia Disitzer, traça um mapa afetivo da força da cultura dita popular, mergulhando também em temas complexos e sensíveis como classes sociais, gênero, raça e relações culturais. O lançamento será realizado no dia 30 de janeiro, às 18h30, no Osbar (Av. Calógeras, 18  - Centro, Rio de Janeiro).

Com direção de arte de Jair de Souza e fotografia de Ana Stewart e Daniela Dacorso, a autora apresenta um mosaico composto por ensaios fotográficos e entrevistas com pessoas comuns, que vivem e trabalham em diferentes pontos da cidade e que estão inseridos em espaços como a feira, o baile, a quadra da escola de samba. Personagens que vivem cotidianamente o desafio de se sobrepor ao preconceito para afirmar seu valor.

Os protagonistas da Potência Popular Carioca revelam neste recorte de histórias o caráter assertivo da moda e também seu papel terapêutico, que liberta e transmite essência. Assim como a música, que vem unindo a cidade com batuques e acordes, o ato de se vestir também é um vigoroso instrumento de afirmação. Em tempos de intolerância e ódio, essa costura é ainda mais urgente e revela com orgulho todas as cores, estampas e ritmos da cidade, que sobrevive junta e misturada por natureza. - Marcia Disitzer.

O livro expõe diversos recortes da cultura carioca. “Bonde do Bem” mostra jovens que encontraram suas formas de expressão na música, na dança, no teatro e na moda irreverente que desfila nas roupas e nos cortes de cabelo. Já em “Fusão Fashion”, a criação de moda nas comunidades ganha destaque: uma produção engajada, diversa e representativa.

Em “Dutão Maior que Tudo”, a fotógrafa Daniela Dacorso mostra o baile charme do Viaduto de Madureira como um retrato autêntico do estilo da periferia. É nesse capítulo que encontramos o texto da nossa editora Carol Rabello que não está se aguentando de emoção de ter participado dessa grande obra.

carol rabello_méier_zona norte etc

                                                   Carol Rabello - Foto: Fabiano Albergaria


"Fiquei muito feliz com o convite, porque foi um espaço incrível para expressar o meu amor pela ZN, em especial Madureira, e propagar ainda mais o trabalho do Zona Norte Etc. Existe uma necessidade latente de visibilidade da moda que é produzida nas periferias e o livro é uma força muito importante no nosso trabalho de documentar o estilo do subúrbio".

O Mercadão ganha um capítulo à parte: “Endereço Maravilha” mergulha na diversidade e religiosidade do subúrbio. Já em “Liberdade na cabeça”, a autora conta histórias de resistência, coragem e orgulho, refletidas em penteados e peças de roupa.

Em “Sem Fronteiras”, ela mostra que as referências locais também são globais. Tendências, consumo, beleza e autoestima são temas que se destacam.  No capítulo “Em Movimento”, é a vez da expressão corporal, do grafite e de projetos de educação e de empreendedorismo. Por fim, “Estação Primeira” traz o samba, símbolo da identidade carioca.

Os personagens do livro Potência Popular Carioca escolheram, antes de tudo, fazer da criatividade o prato de todos os dias. Cada chance de inventar e mostrar sua essência merece ser celebrada, afirma a antropóloga Carol Delgado, autora do texto final da publicação.

O livro apresenta a moda como ferramenta de afirmação social, principalmente entre a juventude, que aprendeu a se orgulhar de seus processos criativos. Uma discussão sobre moda, mas também sobre identidade e resistência. Uma reflexão sobre o Rio e para o Rio.

Viva Cor

MOF 2017_ Foto Clara Sthel_Ester Santos (3)

Viva Cor

MOF 2017_ Foto Clara Sthel_Ester Santos (3)
MOF 2017_ Foto Clara Sthel_Ester Santos (3)
MOF 2017_ Foto Clara Sthel_Ester Santos (3)
MOF 2017_ Foto Clara Sthel_Ester Santos (3)
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MOF 2017_ Ester Santos - Foto: Clara Sthel
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A Ester Santos apostou em uma mistura de cores vibrantes e shape justo para passear por Caxias. O detalhe dos cabelos, também trançados com fios cinzas e azuis, dá o toque final à produção, junto com os óculos e a pochete, que voltou com força total. Vale apostar!

Básico Conforto

Aisla Monteiro @islamonteiroo

Básico Conforto

Foto Clara Sthel MOF Aisla Monteiro @islamonteiroo
Foto Clara Sthel MOF Aisla Monteiro @islamonteiroo
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MOF 2017 - Aisla Monteiro @islamonteiroo - Foto: Clara Sthel
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A Isla Monteiro apostou na combinação básica de bermuda e t-shirt pra segurar o calorão, tudo em shapes maiores, garantindo o conforto. Nos pés, o solado colorido deu vida ao clássico tênis branco e o detalhe da meia soquete arrastão fez toda a diferença. Linda!

Inscrições abertas para o Meeting of Favela 2017

MOF 2017

Inscrições abertas para o Meeting of Favela 2017

MOF 2017

Em sua 12ª edição, o MOF está de volta com a mesma filosofia de ampliar a cultura urbana e fomentar a integração entre cidades, estados e países. A inscrição é apenas para a produção ter controle sobre o evento e, assim, melhorar o atendimento e a recepção de todos. Para participar, é gratuito e todos são bem chegados. Não precisa ser convidado, basta fazer a inscrição e levar seu talento e  entusiamo para registrar seu nome na história do MOF. E aí, está esperando o quê!? Clique aqui e se inscreva!

O MOF
Diálogo com a cidade e interação de cultura é a proposta do Metting of Favela. O circuito de graffiti, realizado anualmente na Baixada Fluminense, aguarda a presença de vários artistas de todo o Brasil e do exterior. As manifestações artísticas estão entre as importantes ferramentas de inserção social e, apesar das dificuldades de acesso existentes na Baixada Fluminense, podem contribuir de forma significativa para a redução da violência e das desigualdades na região. Na contramão das restrições, surgiu a importante contribuição de alguns moradores, praticantes de graffiti.

A história da POSSE471 começou no ano de 2006 com o objetivo comum de interação entre os percussores locais. A ideia era organizar um mutirão dos mutirões de graffiti. Surgiu então o Meeting of Favela, que na 1ª edição contou com a presença de mais de 50 grafiteiros na comunidade da Vila Operária, em Duque de Caxias - RJ. Com muita perseverança e tinta nas mochilas, eles vieram de alguns lugares do Rio de Janeiro e dos estados de São Paulo e da Bahia. Em 2007, nasceu a proposta de tornar-se um circuito anual. O então chamado MOF, foi ampliado com a inclusão de shows e almoço para os participantes. Seus líderes recepcionaram mais de 1.000 grafiteiros de várias cidades do país e representantes internacionais: Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo, Salvador, Brasília, Nova Iorque e Montreal, além da massa carioca. Daí por diante, o MOF se tornou parte do calendário artístico urbano nacional.

O MOF (Meeting of Favela) é realizado uma vez por ano na Baixada Fluminense, no mês de novembro, sempre no mesmo local, na comunidade da Vila Operária, em Duque de Caxias, tendo como finalidade proporcionar para os moradores um espetáculo de cores, criando incentivo para crianças e jovens que admiram a arte do graffiti.

 

COMO CHEGAR NO MOF

Quem vem de fora do Rio
Rodoviária Novo Rio: ir para Cais do Porto e pegar ônibus para Caxias que passa pelo hospital infantil ou na Praça Humaitá
Aeroporto do Galeão: ir para Avenida Brasil passarela 8 e pegar ônibus para Caxias que passa pelo hospital infantil ou na praça Humaitá

Outras localidades
Central do Brasil: Ônibus Central/Caxias (Empresa Jurema) via Brigadeiro Lima e Silva, descer na praça Humaitá 25 de Agosto e entrar na rua lateral a direita da Zarkos (Rua Marechal Bento Manoel), seguir em frente até o Cemitério Tanque do Anil (Lado direito). Perguntar onde fica a associação de moradores da Vila operária (Ponto de encontro…Colégio Estadual Vinicius de Moraes). Ao lado Da associação.

Central do Brasil: Ônibus Central/Caxias via Beira Mar (Empresa Reginas), e pedir pra descer no ponto do cemitério na Vila Operária (Ponto de encontro…Colégio Estadual Vinicius de Moraes).

Trem: Descer na estação de Caxias e sair pro lado direito da estação, pegar o ônibus Santa lúcia/Beira Mar e pedir pra descer na Vila Operária, no ponto do Cemitério Tanque do Anil e perguntar onde fica a associação de moradores (Ponto de encontro…Colégio Estadual Vinicius de Moraes) Ao lado da associação.

Penha: Kombi, Buzão pra Caxias descer no Hospital Infantil atravessar a passarela e perguntar onde é a Praça Humaitá, entrar na rua lateral a direita da Zarkos (Rua Marechal Bento Manoel), seguir em frente até o Cemitério Tanque do Anil (Lado direito) Perguntar onde fica a associação de moradores da Vila operária (Ponto de encontro… Colégio Estadual Vinicius de Moraes) Ao lado da associação.

Rodoviária de Niterói: Niterói/Caxias Via 25 de agosto (Brigadeiro Lima e Silva) – descer na Praça Humaitá 25 de Agosto e entrar na rua lateral a direita da Zarkos (Rua Marechal Bento Manoel), seguir em frente até o Cemitério Tanque do Anil (Lado direito)Perguntar onde fica a associação de moradores da Vila Operária (Ponto de encontro… Colégio Estadual Vinicius de Moraes) Ao lado da associação.

Madureira, Jacarepaguá: Freguesia/Caxias descer no Hospital Infantil atravessar a passarela e perguntar onde é praça Humaitá, entrar na rua lateral a direita da Zarkos (Rua Marechal Bento Manoel), seguir em frente até o Cemitério Tanque do Anil (Lado direito) Perguntar onde fica a associação de moradores da Vila Operária (Ponto de encontro… Colégio Estadual Vinicius de Moraes) Ao lado da associação.

Méier/Caxias: descer no Hospital Infantil atravessar a passarela e perguntar onde é praça Humaitá, entrar na rua lateral a direita da Zarkos(Rua Marechal Bento Manoel), Seguir em Seguir em frente até o Cemitério Tanque do Anil (Lado direito) Perguntar onde fica a associação de moradores da Vila Operária (Ponto de encontro… Colégio Estadual Vinicius de Moraes) Ao lado da associação.

Documentário “Armanda” conta a história da ”Montessori brasileira”

Armanda Documentário

Documentário Armanda conta a história da ''Montessori brasileira''

Armanda-Alvaro-Alberto

Armanda Alvaro Alberto

O pré-lançamento acontece dia 31 de maio no encerramento da 3ª edição do Festival Mate Com Angu de Cinema Popular

O ano é 1921, a personagem: uma mulher educadora muito a frente de seu tempo, Armanda Álvaro Alberto, filha do médico-sanitarista Álvaro Alberto e membro da elite carioca intelectual da época que escolheu a periferia para viver. A história da ''Montessori brasileira'', como foi carinhosamente reconhecida, e fundadora da União Feminina do Brasil uniu a produtora Dunas Filmes e a professora Liliane Leroux, que coordena o Núcleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas (NuVISU) da UERJ, em alguns encontros que geraram o documentário. O pré-lançamento acontece durante a 3ª edição do Festival Mate Com Angu de Cinema Popular, no dia 31 de maio, às 20h. O evento é aberto ao público, na Lira de Ouro, que fica na Rua José Veríssimo n° 72, no Centro de Caxias/RJ.

''Armanda'' traz à tona um pouco mais sobre uma das precursoras do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, proposta de renovar a escola tradicional e a aplicação da verdadeira função social da escola. O documento é a favor dos direitos dos cidadãos brasileiros levantando pontos essenciais como educação pública, escola única, a laicidade, gratuidade e obrigatoriedade da educação. Criou em Duque de Caxias a Escola Proletária de Meriti que, posteriormente, se transformou na Escola Regional de Meriti, para atender uma comunidade rural carente e constantemente às margens de qualquer política pública de educação ou saúde. Influenciada pelas ideias de Maria Montessori, onde a criança é o centro do método e o professor tem o papel de acompanhador do processo de aprendizado - guia, aconselha, mas não dita e nem impõe o que vai ser aprendido pela criança - faz história não apenas criando o primeiro colégio a servir refeição para os alunos no Brasil, mas também, transformando o ambiente escolar em um laboratório educacional. Os estudantes passaram a ficar na escola em horário integral, a participar do cultivo de hortas e até mesmo da criação de pequenos animais. Presa política no governo de Vargas, dividiu ainda a famosa ‘cela 4’ com Nise da Silveira e Olga Benário cuja filha, Anita Leocádia Prestes, marca presença no filme falando um pouco sobre a relação de Armanda com sua mãe e as demais companheiras na prisão. Ana Chrystina Mignot e outros importantes pesquisadores da área também dão seus depoimentos no média-metragem.

Ao todo a produção contou com um ano de pesquisa e outros quatro para finalização, que teve início em 2013. As filmagens aconteceram de 2014 a 2015 e em 2016 a equipe se dedicou à edição. Para o diretor, Rodrigo Dutra, é importante não perder o elo de ligação da história dela com a que se mistura com a própria história da cidade. A personagem foi responsável pela escola que ficou conhecida como ''Mate com Angu'', termo anteriormente atribuído pejorativamente aos próprios alunos retratando todo o preconceito e hostilidade com as camadas mais populares da sociedade já naquela época. ''Hoje a escola é considerada um dos símbolos mais importantes de resistência e memória cultural da cidade, prova viva disso é que o velho apelido da escola batiza um dos mais conhecidos grupos culturais da Baixada Fluminense, o Cineclube Mate com Angu, que reúne cineastas e produtores culturais da região passando a ressignificar o termo antes hostil para, agora, sinal de orgulho do próprio lugar'', conclui o cineasta, que dirigiu o filme com Liliane Leroux e Flávio Machado. Atualmente o colégio se chama Escola Municipal Doutor Álvaro Alberto, em homenagem ao pai da educadora.

O Mate Com Angu de Cinema Popular contará com projeções de filmes em praça pública e em espaços culturais, debates, exposições, mostra competitiva de curtas, mostra panorâmica de longas, entrega do Trofeu Angu de Ouro aos homenageados e o concurso de vídeos Baixada 1 Minuto, em que moradores da região concorrem a prêmios em dinheiro. O Festival teve sua primeira edição em 2014 e dentre outras coisas contou com a presença do cineasta Nelson Pereira dos Santos. Já na segunda edição, um dos destaques foi a exibição do badalado filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, única vez exibido na Baixada. A programação inteira dessa terceira edição você confere aqui.

 

A luta pela preservação do patrimônio e memória da cidade

Desde 2012 há um embate a respeito da construção do shopping Central Park, no centro de Duque de Caxias, bem ao lado da escola. Por um lado empresários e setores interessados na viabilização do empreendimento alegam que não há riscos para a estrutura do colégio ou mesmo impedimentos legais e, do outro, instituições e grande parte da sociedade civil que, além de não concordarem com a obra, confirmaram rachaduras nos muros e na quadra da Escola Municipal Álvaro Alberto após o corte de mais de 160 árvores centenárias no entorno do terreno - com risco de demolição. O Ministério Público estadual propôs uma ação civil pública à Justiça e, temporariamente, estão suspensas as obras do empreendimento desde a última gestão da Prefeitura. No entanto, com a nova administração municipal, a ideia da retomada do polêmico projeto está sendo novamente levada em consideração. 

Ficha Técnica:

Direção

Liliane Leroux

Rodrigo Dutra

Direção de Fotografia

Flávio Machado

Roteiro

Flávio Machado

Liliane Leroux

Rodrigo Dutra

Câmeras

Flávio Machado

Rodrigo Dutra

Som Direto

Lúcia Marapodi

Trilha Sonora

Mauricio Galo

Realização

Nuvisu (Núcleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas)/UERJ-FEBF

Produção

Dunas Filmes

Patrocínio

Faperj

Apoio

UERJ-FEBF