Memória em Verde e Rosa – Um filme de Pedro Von Kruger

Memória em Verde e Rosa

Memória em Verde e Rosa - Um filme de Pedro Von Kruger

O documentário "Memória em Verde e Rosa", de Pedro von Krüger já está nas telas de cinema! No filme, o morro da Mangueira é o palco onde o compositor Tantinho e antigos sambistas da campeã do Carnaval de 2016 recontam memórias da favela e do samba. A produção é da Com Domínio Filmes e Formiga Produções Culturais e a distribuição da Com Domínio Filmes. 

No filme, ao som de canções marcantes como "Linguagem do Morro" e "Exaltação à Mangueira", conhecemos mais do morro símbolo do Rio de Janeiro que, ao longo de mais de 80 anos, tornou-se um lugar de referência para a história do samba. O longa mostra os desafios e dilemas que os personagens enfrentaram para conquistar respeito na comunidade, reconhecimento na escola e espaço no meio artístico.

"Memória em Verde e Rosa" ressalta a força da Estação Primeira e de sua tradição musical, que se revelam na integração com a vida cultural da cidade. Além do compositor Tantinho, conta com as presenças do lendário mestre-sala Delegado, de Suluca, baiana mais antiga da agremiação, dos compositores Nelson Sargento, Hélio Turco, dos percussionistas Carlinhos do Pandeiro, Jaguara e, através de um rico material de arquivo, traz nomes como Cartola, Geraldo Pereira, Nelson Cavaquinho, Padeirinho e muitos outros. 

SINOPSE

O morro da Mangueira é o cenário onde o compositor Tantinho e antigos sambistas da Estação Primeira vão relembrar histórias sobre a favela e o samba. O documentário retrata os desafios e dilemas que os diversos personagens enfrentam em suas vidas para conquistar respeito na comunidade, reconhecimento na escola e espaço no meio artístico.

 

ENTREVISTADOS

Amauri Raposo

Broto

Carlinhos do Pandeiro

Chininha

Cici

Delegado

Guezinha

Hélio Turco

Hermínio Bello de Carvalho

Jaguara

Jorge Catacumba

Nelson Sargento

Neném Macaco

Paulão 7 cordas

Raymundo de Castro

Seu Nego

Suluca

Tantinho

Waldir Marcelino

Wilson Moreira

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Pedro von Krüger

Produção: Alípio Carmo, André Horta, José Constant e Pedro von Krüger

Produção Executiva: José Constant e Bruno Arthur

Roteiro: Alípio Carmo e Felipe Bibian

Pesquisa: Alípio Carmo

Direção de Fotografia e câmera: Lula Cerri e Pedro von Krüger

Assistente de Direção: Gabriel Medeiros

Assistente de produção executiva: Pilar Salinas

Assistente de produção: Larissa Centurione

Pesquisa Iconográfica: Vicente Oliveira e Gabriel Bernardo

Fotografia Adicional e câmera: Bacco Andrade, Cris Conceição, Daniel Bustamante

Câmeras: Lula Carvalho, Pablo Baião, Mário Franca, Gabriel Hoffman, Nicolas Mandri, Miguel Lindenberg, Felipe Bibian, Rogério von Krüger

Assistente de Câmera: Nicolau Saldanha, Tomás Camargo, Daniel Terra, Miguel Morais,

Técnico de som: Pedro Sá, Marcel Costa, Bruno Armelin e Evandro Lima

Microfonista: Marcelo Noronha

Assistente de som: Vicente Oliveira

Edição: Marilia Morais, edt

Assistente de edição: Vicente Oliveira, Felipe Bibian, Antônio Porto e Gabriel Medeiros

Finalização de cor: Daniel Canela

Edição de som: Damião Lopes

Mixagem de som: Gustavo Loureiro

Produção: Com Domínio Filmes e Formiga Produções Culturais

Distribuição: Com Domínio Filmes

Mais ou Menos Isso – 10 provas de que a Zona Sul ama a Zona Norte

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Foto: Reprodução Instagram @dl13ventura

Pode reparar. Você conhece muito mais gente que torce pra Mangueira, pro Salgueiro e pra Portela do que pra São Clemente, pra Rocinha e pra Alegria da Zona Sul.

Num Maracanã lotado, na hora do gol, um morador do Leblon já abraçou um morador de Madureira sem um saber onde o outro morava.

Aliás, não tem quem não ame os jogadores da Zona Norte: Zico, Romário, Ronaldo, só para citar alguns.

O Adão nasceu no Grajaú, mas hoje também bomba em Botafogo, por exemplo.

Te garanto que todo fim de semana tem casais da Zona Sul comprando na Rua dos Lustres em Benfica. Se bobear, eles ainda fazem uma boquinha na Cadeg depois.

Outra coisa: eu duvido que uma criança nunca tenha ido ao Zoológico na Quinta da Boa Vista.

E a Feira de São Cristóvão. Quem nunca?

Sabe o Sacolé do Claudinho na praia de Ipanema? Então, no subúrbio sempre teve uma tia que fazia sacolé pra galera.

Igual a onda do isoporzinho, que é moda na ZN desde cedo. 😉

E as músicas, hein? São tantas. Aposto que muita gente depois do túnel sabe direitinho qual a diferença entre o charme e o funk.

Leo Valpassos e Lucas Ribeiro www.facebook.com/maisoumenosisso

*As opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade integral dos autores e não representam necessariamente a opinião deste site.

Mais ou Menos Isso – Sentimentos Suburbanos

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Vista do Jacarezinho | Foto: Fabiano Albergaria

Angústia de ver o seu ônibus passando enquanto você ainda não chegou no ponto.

Preguiça depois de se empanturrar na feijoada da Portela.

Arrependimento de ir de calça comprida na Feira de São Cristóvão.

Saudade do antigo Maracanã.

Receio do cara te olhando estranho no trem.

Orgulho de ter nascido no mesmo bairro de uma celebridade.

Felicidade de encontrar sem querer os amigos no Baixo Méier.

Vergonha alheia de quem diz que é Mangueira, mas nem sabe chegar lá.

Impaciência para voltar da praia pela Linha Amarela.

Compaixão por quem vai em pé no ônibus durante todo o trajeto do Alto da Boa Vista.

Pena de quem tem que ouvir piadinhas sem graça porque mora em Colégio.

Respeito por quem ganha dinheiro e continua vivendo no subúrbio.

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De Olho na ZN – EcoModa

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O Eco Moda é um projeto maravilhoso criado pela Secretaria de Estado do Ambiente  que existe há mais de um ano na Mangueira. Com a proposta de integrar a comunidade e incentivar a criatividade criou-se a escola, que capacita novos criadores e dá um novo destino à materiais que seriam descartados.

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Foto: Fabiano Albergaria

Algumas marcas cariocas como a Reserva já participam do projeto, fornecendo tecidos que não seriam mais utilizados na produção de peças, mas que na mão desses alunos se toram verdadeiras obras de arte.

O sucesso foi tanto que hoje existe mais um núcleo na Portela, onde a criação é realizada a partir dos resíduos das fantasias. De um pequeno paetê que caiu no chão à partes inteiras de bandeiras e fantasias, tudo se transforma. Fomos conferir o primeiro desfile deste novo núcleo, que rolou durante uma das famosas feijoadas da escola de Madureira, e conversamos com uma das professoras, Merilane Santiago, responsável pelo curso de acessórios, que contou um pouco sobre o processo de criação das peças desfiladas:

A gente trabalha aqui com a história da escola de samba e desta forma, trabalhamos história, literatura… tudo dentro do contexto do que é ser Portela desde sua fundação. Os alunos são integrantes da Escola, então eles tem a responsabilidade de cada peça representar quem pra eles tem maior significado.  Seja o samba de 50 ou o samba de 2014, a peça é desenvolvida a partir daí. E o elemento escolhido foi a bolsa. Tem as bolsas pedidas pela bateria, como a peça feita para levar o prato, que é um instrumento que representa a bossa de interação dos Escola. Também tem a bolsa do pandeiro, porque a bateria queria que desenvolvêssemos uma peça que coubesse pandeiro ou tamborim.

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A professora Merilane Santiago é responsável pelo curso de acessórios do núcleo EcoModa da Portela | Foto: Fabiano Albergaria

A ideia é possibilitar, além do resgate das raízes da Escola, uma integração de seus representantes e Marilane também fala sobre a importância desse envolvimento dos alunos

Se você não trouxer a história da Escola pra dentro de sala de aula não tem envolvimento ou embasamento, você só executa. Porque quem está aqui às 8 da manhã é totalmente envolvido com essa escola, porque vem pra estar dentro dessa quadra. E aí tem a interação da hora do intervalo com o pessoal da cozinha, que é mesmo pessoal da feijoada; tem passista que assiste aula aqui e quando acaba vai ensaiar. Essa convivência acontece o tempo inteiro.

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Foto: Fabiano Albergaria

E são os alunos que botam a mão na massa! Vindos de outras oficinas como as de chapelaria e figurino, eles já aprendem como executar as peças, mas a partir do momento em que participam do processo criativo e se envolvem com a história, o resultado é simplesmente surpreendente! Abaixo você confere um pouco do que rolou no desfile e fique ligado por aqui, porque em breve teremos novidades com essas peças lindas!

 

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Foto: Fabiano Albergaria

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Foto: Fabiano Albergaria

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Foto: Fabiano Albergaria

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Foto: Fabiano Albergaria

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Foto: Fabiano Albergaria

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Tia Surica, uma das figuras mais lendárias da Portela, também participou do desfile | Foto: Fabiano Albegaria

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Foto: Fabiano Albergaria

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O professor Almir França, ao centro, é um dos responsáveis pelo sucesso do projeto | Foto: Fabiano Albergaria

Mais ou Menos Isso – Abecedário da Zona Norte – Parte 1

Foto: Reprodução Instagram @jebsmore
Foto: Reprodução Instagram @jebsmore

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A de Andaraí. Mas pode chamar de Tijuca que a gente deixa.

B de Buxixo. Lugar que fica cheio sábado. E domingo, segunda, terça…

C de Cachambeer. Um lugar de comer ótimo para beber. Ou um lugar de beber ótimo para comer.

D só pode ser de Del Castilho. O bairro daquele famoso shopping onde as lojas no Natal parecem a Bolsa de Valores.

E de Engenhão. Ou poderia ser E de elefante, mais precisamente, elefante branco.

F de Flor. Flor de Maio. Aquele motel que você só conhece porque “passou na frente”.

G de Gringo. Espécie de ser humano mais comum nas regiões do Maracanã e da Mangueira.

H de humildade. Porque todo suburbano que se preze já foi pelo menos uma vez na vida a algum evento largadão, só de chinelo, só na humilde. Vai dizer que não?

I de Imperator. Aquele lugar que você vai antes de comer de madrugada no Habib’s.

J de Jacaré. Não o bicho, o bairro mesmo. Terra onde nasceu Romário. Sabe como é, né? Todo suburbano tem orgulho de ser do mesmo bairro onde um famoso nasceu.

K de Kátia Flávia. Uma godiva do Irajá que se escondeu lá em Copa.

L de lotada. Sim, porque aqui entre a gente, quem nunca apelou para aquela Kombi salvadora depois de ficar horas esperando o ônibus no ponto?

M de Maraca. Assim, na intimidade mesmo. O maior do mundo e a segunda casa de todo carioca.

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