Dia Mundial do Rock, Méier e Jukebox

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Dia Mundial do Rock, Méier e Jukebox

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A galera, roqueira do Méier que costuma frequentar o terraço do Imperator - Centro Cultural João Nogueira está curtindo muito a ação que foi montada por conta do Dia Mundial do Rock que será comemorado amanhã, 13/07. Trata-se de uma jukebox digital com o melhor do rock and roll que fica disponível pra você fazer aquela playlist enquanto bate um papo com os amigos e amigas. São mais de 20 mil músicas que vão do rock clássico ao contemporâneo.

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Além dessa novidade, amanhã o projeto Rio Novo Rock apresenta uma edição especial Dia Mundial do Rock pra cabeludo nenhum botar defeito. Teremos shows das bandas Far From Alaska, Stereophant e Hover a partir das 19h. O prazo para comprar o ingresso ainda no primeiro lote termina hoje! Então é bom correr!

Compre logo aqui e bom show!

Sandra de Sá, Zona Norte, Groove e 80’s

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Sandra de Sá, Zona Norte, Groove e 80's

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O Selo Discobertas lança os quatro primeiros discos da carioca da gema, cria da ZN, Sandra de Sá. Nessa época ela ainda assinava sem o "de", que assumiu a partir de 1988. Demônio Colorido é o nome do primeiro álbum de Sandra, datado de 1980. Música que ela defendeu no Festival MPB-80, produzido pela Rede Globo, que lhe rendeu o título de revelação do Funk e Soul nacional. De certa forma, perpetuando o groove da lendária Banda Black Rio e ajudando a espalhar por esse Brasil os ritmos que nasceram no subúrbio do RJ e só depois chegou na Zona Sul e de lá foi disseminado pelo resto do país. Só que nasceu aqui! Na ZN! E Sandra é parte fundamental desse fenômeno. 

O Segundo disco é o Sandra Sá, de 1982. Onde temos uma espécie de lado B da cantora contando com composições de Tunai, Sérgio Natureza e Luiz Melodia. Essa edição do selo Discobertas vem com duas faixas extras: Palco Azul, que foi defendida por ela no Festival MPB Shell de 1981 e Monalisa, que chegou a ser gravada para uma trilha de novela. 

O terceiro álbum é para amante nenhum de funk colocar defeito. Vale Tudo, de 1983. Já começamos bem no título. Música do síndico Tim Maia que inclusive participa e assina o arranjo do disco. É Black Nacional de primeiríssima qualidade!

O quarto álbum também se chama Sandra Sá. Datado de 1984, ele já traz um certo flerte com a cena Rock brazuca que começava a despontar na época. Tendo inclusive participação do Barão Vermelho na música Conexão Com O Mundo Exterior, de Lulu Santos e Cazuza. As participações inovadoras não ficam só no Barão. Billi Holiday também participa desse disco, cantando um blues visceral: Im Foll To Want You. 

Para comprar o Box, pode ser aqui ou aqui

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É muito bom ouvir esses discos porque refletem uma época de menos medo musical dos artistas brasileiros. Ainda havia resquícios da contra-cultura dos anos 70 e a palavra ousadia era figurinha fácil no dicionário dos artistas nacionais. Além disso, temos um apreço muito grande pelos artistas que, apesar de fazerem tanto sucesso e terem tanto talento, não deixam o ego ficar maior que o trabalho que eles desenvolvem e se mantém fiéis à sua origem. Como é o caso na nossa querida Sandra de Sá. 

 

Madureira, Chico Tadeu e o Rap

Chico Tadeu

Fico muito contente quando me deparo com um artista dessa qualidade. Hoje, tenho o prazer de falar sobre o trabalho do Rapper Chico Tadeu. Cria de Madureira. Talento legítimo da nossa querida e culturalmente frutífera ZONA NORTE. Em seu trabalho de estreia chamado O ESTADO CRÍTICO, já na primeira música chamada AHIMSA mete o pé na porta e nos ouvidos atentos. A partir dali percebi que era melhor me ajeitar na cadeira porque coisa boa estava por vir. Chico Tadeu é Papo reto. A explicação da frase O ESTADO CRÍTICO que intitula o álbum, são três: A situação social na qual o país se encontra; O problema na segurança pública e na educação; E todo o excesso de informações que recebemos nessa era digital.

Ouça o álbum na íntegra:

É por conta de toda essa observação que ele diz entrar em um ESTADO CRÍTICO, pede licença para criticar a atual situação que tem observado no país e após dois anos em estúdio grava o primeiro disco. O disco foi produzido e mixado por DuBrown e Suarez, a masterização é de Luiz Café, beats de KMKZ, F2L, MrBreak e DuBrown, e participação de Ghetto ZN na música Trem da Norte.

Chico Tadeu

…Simplesmente juntamos o que há de melhor no RJ e no Brasil, desde o beatmaker ao profissional de masterização, acho que a grande sacada do ESTADO CRÍTICO foi essa: Juntar DuBrown e Suarez na produção de um disco. Pra mim, significa o clássico e o contemporâneo lado a lado. KMKZ e F2L são os melhores beatmakers do Brasil e até da américa latina, se bobear, e o Mr Break que dispensa comentários, por isso não é mérito só meu… São deles também, foi uma família que trabalhou firme e se dedicou, sou muito grato por isso.

E a coluna Soda Noise sai bem em tempo de curtirmos o lançamento oficial do show do Chico Tadeu. Vai ser lá no Viaduto de Madureira, na sexta-feira, dia 04/03, no Baile Black Santa!

Mande seu material para a coluna Soda Noise através do email: contato@zonanorteetc.com.br

Mon-Ra – Atitude, Talento e Clipe Novo!

Soda Noise - Mon Ra

 

Soda Noise - Mon Ra

O nome dele é Ramon Tavares, vulgo Mon-Ra, tem 19 anos e é cria de São João de Meriti, mais precisamente do Bairro Grande Rio. Em 2014, ele foi responsável por criar a “Batalha da Praça“, no bairro de Éden, também em São João, onde foi palco de reunião de ótimos nomes da cena. Mon-Ra vem acertando desde sua primeira música gravada, chamada “Bandida”, que vai estar no 1º EP e foi classificada para o “Talentos – Meriti – 2015”.

A partir disso, ele vem crescendo, amadurecendo e produzindo muito. Nas letras, são evidenciadas realidades do cotidiano dos jovens da Baixada Fluminense visando a conscientização da galera. Em breve o EP “Praga do Egito” vai ser lançado. Entre as músicas estarão Sente o Peso, Minha Reflexão, Bandida e Elas Querem. Por enquanto, deixamos o clipe da música VQETNP (Vem Que Eu To No Porte) pra vocês curtirem e espalharem em suas timelines!

*Se você é músico, ou tem alguma dica, mande o material para: contato@zonanorteetc.com.br

ZN Night – Emicida canta Cartola

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Há exatamente uma semana atrás o Méier recebeu a ilustríssima presença de Emicida. O artista veio ao bairro para se apresentar no Imperator, com um repertório simplesmente maravilhoso, todo de músicas do poeta Cartola.

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Foto: Fabiano Albergaria

A digníssima homenagem rendeu um espetáculo de canções clássicas, mas com uma roupagem atualíssima e mais próxima à vertente de Emicida, que é o rap. Entre as letras poéticas de Cartola, algumas rimas excepcionais se encaixavam, tudo dentro de arranjos mais modernos que convidavam o público jovem presente a conhecer e admirar a obra do compositor mangueirense.

Foi uma catarse emocionante e uma noite de homenagens, que teve como ponto alto a poesia de Emicida relembrando o assassinato brutal e injusto de 5 jovens negros em Costa Barros.

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Foto: Fabiano Albergaria

E mais uma vez o Imperator foi palco de uma noite inesquecível! Volte sempre, Emicida!