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ZN Entrevista: Rodrigo Sant´anna

Em dia de casa lotada no teatro do Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Méier, tivemos a satisfação pessoal e profissional de bater um papo sobre a Zona Norte com um dos artistas mais tarimbados para falar da região. Ele que há 10 anos traz o cotidiano da ZN para os palcos em um espetáculo que se tornou sucesso de bilheteria em pouco tempo e mantém-se assim até hoje. O nome da peça não poderia ser melhor: Os Suburbanos. Um título que quer dizer muita coisa… e Rodrigo diz. De uma forma inteligente e bem humorada ao lado de Thalita Carauta e Isabelle Marques, o espetáculo faz homenagem à região onde Rodrigo nasceu e morou por 25 anos, fato determinante para fazer piada com o subúrbio e não soar preconceituoso ou humor barato, como infelizmente ainda vemos em alguns casos.

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Foto: Thayane Dantas

Adoro o subúrbio, pode parecer clichê mas não é. As pessoas são engraçadas, divertidas e bem humoradas… Assim é a minha visão do espetáculo. Elas sempre conseguem driblar as piores situações do cotidiano de espera de ônibus, de hospital lotado… e no meio de tantas tragédias conseguem ser felizes, ir para o pagode, brigar pelo marido e apertar o botão do foda-se para tudo e conseguir superar

Eis que surge a talentosíssima Thalita Carauta para reforçar a opinião de Rodrigo com um comentário pertinente, prontamente aprovado e atendido:

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Foto: Thayane Dantas

Frisa o botão do foda-se!

O espetáculo Os Suburbanos é prova viva que a Zona Norte é um caldeirão fervente de cultura. Se não fosse essa vivência, personagens impagáveis como Valéria (Bandida) e Janete não existiriam. “Cleyto” e sua frase implacável: “Não te Tragarei” não estaria ali, assim como a genial Katylene e a sua estremecedora sinceridade. Rodrigo agradece o sucesso e os frutos colhidos

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Foto: Thayane Dantas

A gente deve aos Suburbanos a nossa transformação e carreira. Com a peça veio o respeito ao trabalho e criamos uma linguagem que é muito nossa. Sou muito grato ao espetáculo

E nós Rodrigo, somo gratos à ZN por ter ajudado a formar mais esse grande talento.

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Dica ZN: Teatro no Sesc Madureira

Hoje o Sesc Madureira apresenta a peça “A Três Atos do Fim do Mundo”, escrita e dirigida pelo carioca Caesar Moura.

Querida e Gentil são duas atrizes de gerações diferentes que dividem o mesmo camarim na nova montagem de “Um Bonde Chamado Desejo”. Sua natural rivalidade é posta em cheque quando são pegas de surpresa, minutos antes de entrar em cena, pelo fim do mundo.

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Foto: Divulgação /Dani Succés e Daniel Seabra

Um texto com toques de Ironia, humor, sensibilidade e nostalgia. A montagem é minimalista e conta em sua equipe com Paulo César Medeiros (02 vezes ganhador do Shell na categoria Melhor Iluminação) e Beto Carramanhos (indicado a 02 prêmios Shell). A peça lança mão do universo do premiado escritor Tennessee Williams para tratar de questões como envelhecimento, fama e solidão no mundo contemporâneo de acessos, excessos, número de “curtidas” e superexposição.

Quem curtiu não pode deixar pra depois porque o espetáculo terá única apresentação!

A TRÊS ATOS DO FIM DO MUNDO

26/06 – 19h30m

Ingressos R$12,00

Associados Sesc R$ 3,00

Sesc Madureira R. Ewbanck da Câmara, 90 Madureira Rio de Janeiro (21) 3350-7744

Teatro do Oprimido

Dica ZN: Oficinas Gratuitas de Teatro na Maré

O Projeto Teatro do Oprimido está realizando oficinas demonstrativas, para jovens de 15 a 29 anos, em todo Complexo da Maré. nascido em 1986, O Centro de Teatro do Oprimido desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários permanentes para experimentação de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Aproveitando o embalo são produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido.

Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e também em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal. Dá orgulho quando percebemos que podemos morar na Zona Norte e ter a oportunidade, que muitos gostariam, de estudar o método revolucionário que foi criado pelo gênio dramaturgo Augusto Boal na década de 70 e que hoje é objeto de teses de mestrados e doutorados além de cursos em diversas universidades pelo mundo.