Dica ZN – Ana Costa no Imperator

Foto3_By_Caterine_Vilardo_bx

A cantora Ana Costa chega com seu show “Pelos Caminhos do Som” ao Imperator – Centro Cultural João Nogueira, nesta quinta-feira, dia 12/03.

No show, Ana faz um recorte vibrante da obra lusófona de Martinho da Vila em apresentação cujo registro irá virar DVD, o primeiro de sua carreira. O palco escolhido para receber essa festa, que terá participação especial de Marcelinho Moreira, Dirceu Leite, Agrião, Alceu Maia e Meninas da Serrinha – entre outras surpresas -, foi o do Imperator, no Méier.

Foto3_By_Caterine_Vilardo_bx

A cantora Ana Costa grava seu primeiro DVD no Imperator | Foto: Caterine Vilardo (Divulgação)

A proposta de reunir esse repertório é chamar a atenção para a importância da criação de Martinho, sambista consagrado, pesquisador incansável dos variados ritmos brasileiros e considerado o embaixador da música brasileira dos países de língua portuguesa. Foi ele quem propôs o chamado “traço de união” entre as nações de língua portuguesa, misturando sambas que estão no imaginário de todo nós com canções que foram menos divulgadas. A obra de Martinho, o álbum “Lusofonia”, lançado em 2000, surge como referência por sua exaltação à música e a cultura dos países lusófonos, com composições de Angola, Moçambique, Portugal e Timor Leste, relidas e recriadas pelo sambista.

No setlist de Ana, figuram “Fazendo as malas” (de Martinho e Rildo Hora), “Samba dos ancestrais” (dele com a saudosa Rosinha de Valença), a recente “Filosofia de vida” (feita a seis mãos com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), as famosas “Odilé odilá” (parceria dele com João Bosco, que Ana Costa regravou no Sambabook do Martinho), “Traço de união” (mais uma da dupla Martinho/ João Bosco), “Canta canta, minha gente” e “Madalena do Jucú”, uma versão dele para uma cantiga de domínio público. Esta última foi registrada no clássico “O canto das lavadeiras”, de 1989, um disco inspirado no folclore brasileiro. A faixa que nomeia o projeto, “Pelos caminhos do som”, também saiu desse LP antológico.

ANA COSTA GRAVA O DVD “PELOS CAMINHOS DO SOM”

12/03 às 21h

Imperator – Centro Cultural João Nogueira – Rua Dias da Cruz, 170, no Méier

Ingressos: Plateia sentada: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) | Pista R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Classificação: 16 anos

Rua Música Contemporânea

Rua Música Contemporânea_Facebook_Zona Norte Etc
Rua Música Contemporânea_Facebook_Zona Norte Etc

Reprodução

Esse ano começou do jeito que a gente gosta: com muita música boa feita de forma democrática, na rua. Dessa vez nosso registro foi do que rolou no Rio Rua Música Contemporânea, no Méier, na Rua Dias da Cruz, em frente ao Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Simplesmente sensacional curtir a tarde na ZN com o som fino do querido Qinho, Letuce e a parceira Sistah Mo Respect! Quem chegou junto pôde conferir o festival ao ar livre, com total segurança e alto astral.

Nós agradecemos e esperamos ansiosamente outra edição. Na rua, ou dentro do Imperator. O que importa é que o Rua Música Contemporânea, que já trouxe tantos nomes consagrados e novos pra cena da zona norte, continue fazendo o maravilhoso trabalho, praticamente serviço de utilidade pública, de disseminar a cultura pelo Rio de Janeiro dessa forma tão bela.

[cincopa AgAAHUsojlQg]

ZN Entrevista – Pedro Luís

Arena Dicró_Pedro Luís_Zona Norte Etc_3

O projeto Verão nas Arenas terminou, mas fica a saudade dessa importante iniciativa de levar artistas para se apresentar a preços populares, levando arte e música boa para todos os cantos da cidade.

Arena Dicró_Pedro Luís_Zona Norte Etc_4

Foto: Fabiano Albergaria

Fechando o projeto, a junção das sonoridades de Mahmundi e Pedro Luís ocuparam o palco da Arena Dicró, na Penha e, antes de entrar no palco, trocamos uma ideia com o músico tijucano, que relembrou sua infância ao falar sobre a música “Tempo de Menino”, trilha sonora do filme “Saens Peña”.

O mundo mudou bastante. Do meu tempo de menino pros dias de hoje, as crianças ficaram mais conectadas, com possibilidades virtuais. Hoje se desfruta muito menos do que se desfrutava, o que faz diferença na interação e no cuidado de um com o outro. As pessoas hoje em dia são mais isoladas  já desde pequenas. O novo tempo de menino está se forjando. Mas não temos que ser saudosistas. O mais importante é encontrar as possibilidades de respiração física, real, nesse tempo que estamos vivendo, em que o mundo está muito instável, existe medo de se estar na rua, insegurança. Depende das próprias pessoas fazerem este movimento de virada, criar esse novo tipo de convivência.

Arena Dicró_Pedro Luís_Zona Norte Etc_3

Foto: Fabiano Albergaria

Sobre ser suburbano, Pedro Luís atribui esse crescimento na Zona Norte à grande versatilidade e criatividade de suas composições.

A Zona Norte influencia em grau muito grande porque na verdade a minha música tem muito a linguagem da rua, coisas que aprendi em casa e nos meios em que frequentei. Tem a ver com a minha infância, quando se tinha muita brincadeira de rua,  com muitos elementos importantes de linguagem e de informalidade que acabaram se tornando ingredientes da minha história como compositor.

O música já passou por diversas fases em sua carreira, com inúmeras composições cantadas por vozes célebres da música nacional e que acabaram se tornando o repertório do show. Em “Por Elas”, Pedro apresenta as principais criações gravadas por nomes como Roberta Sá, Marina Lima, Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, entre outras. Além dessas criações, também participou de projetos como “Pedro Luís e A Parede” e o “Monobloco”, em que experimentou uma mistura de sucesso entre marchinhas de carnaval, samba e funk.

Eu não tenho preconceito com linguagem nenhuma, musical ou de expressão. Muito pelo contrário, com o Monobloco já tive essa aproximação com o funk resgatando um pouco do que estava esquecido desde os anos 90. Fizemos um evento junto com a velha guarda do funk: Junior e Leonardo, Cidinho e Doca, a galera todas dos primeiros funks. Eu ainda tenho o LP do Rap Brasil, com todos os funks clássicos “O Endereço dos Bailes”, “O Rap da Felicidade” e vários dessa primeira leva. Então pra mim o funk sempre foi uma referência importante e depois com o Monobloco participamos desse movimento que foi inesquecível e importante pra tudo isso que está acontecendo hoje.

Arena Dicró_Pedro Luís_Zona Norte Etc_2

Foto: Fabiano Albergaria

E sobre o show na Arena Dicró, Pedro era só alegria. Ele chegou cedo ao local, montou uma mesa de ping pong logo antes da passagem de som, se divertiu com o público e ficou encantado com o espaço. O cantor ressaltou a importância dos movimentos culturais na ZN, não só nas arenas, mas também nas ruas

Eu tive a oportunidade de tocar em diversas lonas da cidade com a PLAP e já era um respiro e uma tentativa de retomada dessas áreas, foi muito bom. Agora com as arenas que tem uma estrutura mais moderna, é mais legal ainda ver projetos como esse sendo promovidos a preços simbólicos para o público. Isso tudo é muito importante nesse projeto de reativar possibilidades em lugares que são menos favorecidos por questões históricas mas que ao mesmo tempo favorecidos com a benção da criação há muitos anos. Toda essa movimentação é fundamental e as pessoas tem que ficar ligadas e participar, a iniciativa privada tem que promover isso porque também ajuda na auto estima do cidadão para que ele se sinta atuante e ativo, já que é ele que vai mudar esse quadro “doido” que tá aí!

Que venham mais shows e projetos como esse!

Dica ZN – Verão nas Arenas com Pedro Luís e Mahmundi

verão nas arenas_pedro luis

verão nas arenas_pedro luis

E hoje a Arena Dicró recebe mais a última etapa do projeto Verão nas Arenas, desta vez com Pedro Luís e Mahmundi.

Depois do sucesso da edição anterior com Lenine e a banda Tono, a noite de hoje fecha com chave de ouro a proposta de levar música de qualidade a preços populares às Arenas, espaços que estão à disposição do público para ocupação com arte, música e cultura.

No show de hoje, Pedro Luís apresenta sua turnê “Por Elas”, em que homenageias as mulheres da música brasileira e faz um apanhado de sua carreira como compositor. Entram no repertório canções como “Janeiros” e “Braseiro”, por Roberta Sá; “Mão e luva”, por Adriana Calcanhotto; “Braços cruzados”, por Zélia Duncan, entre outras.

Já Mahmundi, carioca de Marechal Hermes, chega com a modernidade e voz suave, representando a nova cena da musica carioca, com hits como “Calor do Amor” e “Sentimento”, canções que já garantiram à cantora e compositora, dois Prêmios Multishow.

Então corre pra garantir seu lugar no gargarejo porque a noite vai ser linda!

Serviço:

Arena Carioca Dicró

Parque Ari Barroso s/n

Informações: 3486.7643

Abertura dos portões: 19h30 / Show: 20h

Dica ZN – FOMUSIC na Arena Dicró

fomusic_zonanorteetc

fomusic_zonanorteetc

Hoje a Arena Dicró recebe o Fórum de Música Independente Carioca, que irá abordar a integração das artes e movimentos independentes, que ganhou fôlego em 2014 e os próximos projetos para que essa força permaneça ativa.

Quem trabalha com cultura, artes e música no Rio de Janeiro, sabe bem a dificuldade de promover espetáculos e conseguir espaço para mostrar os trabalhos. Na contramão dessas dificuldades, a ocupação de espaços públicos e iniciativas como as Arenas, além  de coletivos que se unem em prol da valorização da arte.

 para conduzir a conversa, três personalidades importantes da área que chegam com temas relevantes para um debate efetivo sobre a forma de trabalhar a cultura na cidade:

Tema 1 – Cultura Underground.
Rodrigo Coimbra é agitador cultural e produtor executivo das bandas Nove Zero Nove e Jaya, elaborou e produz os eventos Speed Rock e Rock Movie e junto a Jô Rocha está na produção do Indie Jam. Contribuiu e foi um dos idealizadores dos movimentos #voltaradiocidade e #acenavive.

Tema 2 – Coletivos e Redes
Elza La Sombra é vocalista da Algoz, fundadora e gestora do Coletivo Rock em Movimento

Tema 3 – O Cenário Independente 2014. O que esperar de 2015?
Felipe Rodarte, músico e produtor musical.

O Fórum de Música Independente Carioca, não visa estilos ou grupos específicos é para você que é das artes e está nessa luta incessante para mostrar seu trabalho. A união de todos é a forma mais eficientes e eficazes e um dos pontos mais importantes é que todos possam se conhecer e trocar ideias. Que todos estejam presentes para realizar os objetivos em comum e em uma só direção, a valorização dos trabalhadores das artes, sejam produtores, artistas, agitadores culturais e demais representantes. Para se inscrever e participar, é só clicar aqui.

Para mais informações, acesse a página do evento no Facebook.